Mudança na Política de Gênero do USCIS Gera Preocupações para Solicitantes de Asilo com Base em Identidade de Gênero

Angelica Rice • April 17, 2025

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Em 31 de março de 2025, o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) implementou uma atualização de política que limita as opções de marcador de gênero em todos os formulários e sistemas de imigração a dois sexos biológicos: masculino e feminino. Essa mudança elimina a opção de selecionar um marcador de gênero não-binário ou “X” — uma opção que anteriormente era permitida em alguns formulários.


Embora o USCIS enfatize que essa atualização não altera quem se qualifica para benefícios de imigração, ela pode impactar significativamente a forma como certos pedidos — especialmente os pedidos de asilo baseados em perseguição relacionada à identidade de gênero — são compreendidos e avaliados.


O que mudou? 


De acordo com a nova política, os solicitantes agora só podem escolher “Masculino” ou “Feminino” ao preencher formulários do USCIS. A possibilidade de selecionar uma opção não-binária ou de terceiro gênero não está mais disponível.


Os solicitantes ainda podem solicitar a alteração de seu marcador de gênero junto ao USCIS, mas apenas dentro da binaridade masculino/feminino. Documentação de apoio, como registros médicos ou legais, não é exigida para fazer essa mudança. Isso significa que pessoas transgênero ainda podem alinhar seu marcador de gênero com sua identidade — se ela estiver dentro das duas categorias binárias — mas pessoas não-binárias deixam de ser representadas.


Essa mudança segue orientações emitidas pelo Escritório de Gestão e Orçamento (OMB) do governo federal, que solicitou maior consistência na coleta de dados sobre sexo e gênero entre as agências federais.


Impacto nos solicitantes de asilo


Essa atualização de política é especialmente relevante para indivíduos que solicitam asilo com base em perseguição relacionada à identidade de gênero. Pela lei de imigração dos EUA, o asilo está disponível para pessoas que sofreram perseguição — ou temem perseguição futura — com base em sua participação em um “grupo social específico”.


Isso inclui pessoas alvo de perseguição por serem transgênero, não-conformes de gênero ou por não se alinharem com os papéis de gênero socialmente esperados em seu país de origem.


Embora o critério legal para o asilo não tenha mudado, a remoção do marcador de gênero não-binário pode dificultar que alguns solicitantes apresentem e documentem claramente sua identidade. Em casos de asilo, a credibilidade e a clareza são cruciais. A capacidade de refletir com precisão a identidade de gênero em formulários oficiais pode desempenhar um papel importante na construção de uma alegação de perseguição.


Agora, solicitantes que se identificam como não-binários ou fora das categorias tradicionais de masculino/feminino podem ser forçados a selecionar um gênero que não corresponde à sua experiência vivida. Isso pode causar confusão no processo ou exigir explicações adicionais durante entrevistas ou audiências. Essa política pode enfraquecer a força de alguns pedidos de asilo — não porque os fatos tenham mudado, mas porque os formulários oficiais deixam de refletir a verdadeira identidade do solicitante.


Por exemplo:


  • Uma pessoa não-binária que solicita asilo após ser alvo de perseguição em seu país de origem pode agora ter que selecionar “Masculino” ou “Feminino” em sua solicitação, apesar de não se identificar com nenhum dos dois. 
  • Essa divergência pode levar os avaliadores a questionarem a identidade do solicitante, enfraquecendo o pedido ou exigindo esclarecimentos e documentação adicionais. 
  • Em casos de asilo defensivo — quando o solicitante está em processo de remoção — tais inconsistências podem criar obstáculos desnecessários e complicar a apresentação de provas.


O que os solicitantes podem fazer?


Apesar da mudança, indivíduos ainda podem solicitar asilo com base na identidade de gênero. Os critérios de elegibilidade continuam os mesmos. No entanto, os solicitantes devem estar preparados para explicar claramente qualquer diferença entre sua identidade declarada e o marcador de gênero exigido nos formulários do USCIS.


É recomendado que os solicitantes: 


  • Incluam uma declaração pessoal explicando sua identidade de gênero em detalhes e como isso se relaciona com o medo de perseguição; 
  • Apresentem provas como declarações juramentadas, relatórios sobre a situação do país ou testemunhos de especialistas que apoiem a alegação; 
  • Trabalhem com um advogado de imigração experiente, que possa ajudar a apresentar o pedido de forma eficaz e preparar para quaisquer perguntas decorrentes das novas limitações dos formulários.


A nova política do USCIS sobre marcadores de gênero pode parecer uma atualização técnica, mas para os solicitantes de asilo que fogem de perseguições baseadas em gênero, ela tem implicações reais. Embora os indivíduos ainda sejam legalmente elegíveis para buscar proteção, a limitação às opções binárias de gênero pode dificultar a apresentação completa e clara de seus casos.


Se você ou alguém que você conhece está enfrentando desafios imigratórios relacionados à identidade de gênero — ou está preocupado com como essa política pode impactar um pedido de asilo — entre em contato com o escritório de advocacia Santos Lloyd Law Firm para agendar uma consulta com um de nossos advogados de imigração experientes. Estamos aqui para garantir que sua voz seja ouvida e que seu caso seja tratado com o cuidado e a competência que merece.

Este blog não se destina a fornecer aconselhamento jurídico e nada aqui deve ser interpretado como estabelecimento de um relacionamento advogado-cliente. Por favor, agende uma consulta com um advogado de imigração antes de agir com base em qualquer informação lida aqui.

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Angelica Rice


By Santos Lloyd Team • October 29, 2026
An artist receives an invitation to join a new production. A business professional is offered a consulting role alongside an existing position. A musician wants to perform for several organizers during the same season. For professionals whose careers involve multiple projects, an important immigration question often follows: can an O-1B visa cover work for more than one employer? The answer can be yes, but the employment arrangements must be covered by the appropriate petition structure. An O-1B approval does not provide unrestricted permission to accept any job in the United States. Your approved work arrangements matter The O-1B category allows qualifying individuals with extraordinary ability or achievement to work in their area of expertise. However, eligibility based on professional accomplishments is only part of the case. The petition must also establish the proposed work and the relationship between the professional and the petitioner. Before accepting an additional position, your attorney should review who filed the existing petition, the work it covers, and how the proposed opportunity fits into that arrangement. A valid visa and an unexpired approval notice do not answer those questions on their own. Separate employers or an agent petition When an O-1B beneficiary works for multiple employers during the same period, each employer generally files a separate petition unless an established U.S. agent files a petition covering the arrangement. An agent petition can be useful when a professional’s work involves several employers or engagements. Depending on the arrangement, the agent may act as an actual employer as well or only represent the employers and the professional. The petition must document the agent’s role and the proposed employment. For an agent petition involving multiple employers, the supporting documents include contracts and an itinerary identifying the engagements, their dates, the actual employers, and the locations where services will be performed. Your attorney will determine the documentation needed for your particular structure. A new opportunity may require another filing If you change employers while in the United States, a new petition is generally required. When the original case was filed through an agent, an amended petition may be necessary to address the new employer. Material changes to the approved employment terms can also require an amendment. There is a specific provision allowing petitioners for artists and entertainers to add qualifying performances or engagements during the petition’s validity without an amended petition. That flexibility should not be treated as blanket permission to change employers or accept unrelated work. Your attorney should assess whether it applies to the proposed engagement. Review the opportunity before agreeing to a start date  A promising offer can come with a short deadline. Sharing the proposed contract, duties, employer information, and anticipated dates with your attorney early can help clarify the immigration requirements before business commitments are made. Your attorney will confirm whether the work is already covered, whether another petition is needed, and when you may begin. Do not assume that submitting a new petition automatically authorizes work for the new employer. Contact Santos Lloyd Law Firm, P.C. If you believe you may qualify for the O-1B status and to discuss a filing strategy that fits your professional plans.
By Santo Lloyd Team • October 22, 2026
 Receiving a two-year green card through marriage is an important step, but it leaves another process ahead: removing the conditions on permanent residence. For couples preparing a joint Form I-751 petition, understanding the filing window and organizing evidence early can make the preparation more manageable. The starting point is your own record. Locate the green card, the notice granting residence, and copies of the earlier immigration filing. Check the date conditional residence began and the card’s expiration date. Do not calculate the next deadline solely from your wedding anniversary or the date an attorney first submitted your case. Understand the joint filing window Under 8 CFR 216.4 , a joint I-751 petition generally must be filed during the 90-day period immediately before the second anniversary of obtaining conditional permanent residence. This is a window before that anniversary, not an additional 90 days after the card expires. Preparing early and filing early are different things. You can begin gathering records well before the window opens, while coordinating the correct submission date with your attorney. A joint petition also requires the appropriate signatures, fee, and supporting documentation. Confirm the current form instructions, accepted filing method, and applicable fee when the case is ready to submit. Build a record of the marriage over time The regulation identifies several types of evidence that may help show the marriage was not entered into to evade immigration law: jointly owned property, a lease for a shared home, combined financial resources, children’s birth certificates, and statements from people with personal knowledge of the relationship. These examples do not mean every couple must have a mortgage, joint accounts, or children. The evidence should accurately reflect your circumstances. A clear explanation of how you manage your household can be more useful than forcing your relationship into a checklist that does not fit. As a practical preparation step, organize records by date and type. Review whether they help explain the course of the marriage, rather than collecting only documents created shortly before filing. Flag separate addresses, name changes, or gaps in the records for your attorney. Never alter a document to make the history appear simpler. Tell your attorney if circumstances change This article addresses joint filing. Divorce, the death of a spouse, abuse, or other significant changes may require a different filing basis or an individualized assessment. Separate waiver provisions exist, with their own requirements. A spouse’s unwillingness to sign does not, by itself, establish eligibility for every waiver. Do not assume that the joint 90-day window answers every question about a non-joint case. If the relationship changes while preparing the petition or while it is pending, inform counsel promptly. You should not need to invent a continuing relationship to seek advice about the options that may actually apply. Keep tracking the case after submission The regulation provides that conditional resident status is automatically extended, when necessary, upon receipt of a properly filed I-751 until adjudication. Proof of that status is a separate practical matter: keep the receipt notice and have counsel review its wording before relying on it for travel or employment documentation. This article does not promise a particular receipt-extension period or processing time. A missed deadline calls for prompt legal attention. The regulation allows some late joint filings where USCIS accepts a written showing of good cause, but acceptance is not automatic. Do not assume a late petition cures the problem without further review. Santos Lloyd Law Firm, P.C. can help you assess the filing window, organize relevant evidence, and identify changes that may affect your I-751 strategy. Contact the firm early enough to review the facts before the deadline approaches.
By Santos Lloyd Team • October 15, 2026
October begins a new federal fiscal year, but that does not mean every green card applicant moves to the front of the line. The Department of State’s October 2026 Visa Bulletin sets out the visa availability that applicants in family-sponsored and employment-based preference categories need to review this month.
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